3 Meses depois, eu volto a escrever. E eu lembro que quando comecei pra valer o Blog, eu fiz uma versão própria (Ela é Diferente) de um texto chamado “Ela é Meio Bonita”. Eu volto a escrever hoje, com uma versão própria de um texto daqui: http://howeverythingmustbe.tumblr.com/post/1314311343/imagine-nos-dois-eu-e-voce-daqui-a-alguns-anos
Imagine eu e você, nos encontrando, daqui a alguns anos. Você continuaria morena e eu também. Mas finalmente, eu iria ver que você é mais alta. O tempo não teve efeito sobre você, que está igual àquela foto que eu tenho guardada na gaveta e que você provavelmente não sabia que eu tinha. Você iria rir quando eu te falasse isso. Você ainda me acha engraçado. Eu ainda te acho linda. Você sabe disso mas não diria. Eu não iria comentar também.
Eu ficaria pensando o que fez nós nos encontrarmos, ou até mesmo nos conhecermos. Você diria que é o destino. Eu não ia aceitar a resposta. Talvez seja algo que um de nós tenha feito – Eu provavelmente diria embora não soubesse se era possível. Talvez seja a Teoria do Caos, mostrando que ela serve para mais coisas do que criar furacões em Nova Iorque quando uma borboleta bate suas asas, ou fazer um vulcão entrar em erupção quando um lobo uiva solitário. Nós, que sempre fomos tão “distantes” por um lado… Nessa hora, você estaria pensando que a nossa relação não é tão louca assim. Talvez seja isso que acontece, quando um furacão encontra um vulcão pelo caminho.
Eu estaria no meu último semestre de Faculdade, e você ainda estaria na metade da sua. Nós iríamos ao cinema. Assistiríamos a uma comédia romântica porque você não estava com vontade de ver aquele filme de terror que eu tanto queria. Nós iríamos ao parque, depois que eu mostrasse a cidade inteira pra você. Talvez algumas estrelas aparecessem no céu aquele dia, ou talvez nós deitaríamos pra ver apenas a lua. Sairíamos pra jantar, mas desistiríamos no meio do caminho e pararíamos no McDonald’s mesmo. Ele te ligaria, querendo voltar. Eu iria fingir que não vi quem ligou e você iria fazer que não dava bola.
Os dois dias que você passaria aqui teriam chegado ao fim. Eu te levaria pro aeroporto, e faria o máximo pra segurar as lágrimas até você pisar no avião. Você não seria tão forte e iria chorar já no embarque. Talvez eu fizesse o mesmo. Nós iríamos nos ver mais umas 2 vezes durante todo o semestre.
Em uma dessas vezes, você me convidaria pra subir e ver um filme com você no Hotel porque você estava cansada demais pra sair. Na outra, eu te convidaria pra ficar na minha casa porque minha mãe estava louca pra te conhecer. Eu lembraria você da minha formatura chegando e você me mostraria um lembrete no seu celular pra provar que não esqueceu. Eu te convidaria pra ser meu par na Valsa, você aceitaria e mudaria de assunto pra não ficar vermelha. Você me ligaria de madrugada do hotel, pra dizer que precisava comprar outro sapato porque aquele não ia ficar legal com o vestido que você trouxe. Eu iria rir, de você e com você. Naquele domingo, nós iríamos ao parque de novo. Eu levaria meu violão dessa vez. Nós veríamos os casais passando de mãos dadas e ambos iríamos fingir não estar constrangidos. Os dois sabiam onde aquilo ia dar, só não sabiam quando.
Eu fui passar uns dias com você e, logo depois disso, a semana da Formatura chegou. Você voou para cá, e trouxe um vestido que não me deixou ver até o dia do Baile. Eu ria de como você queria que tudo saísse perfeito. A colação seria um saco para quem estava assistindo, devido ao tempo que ela durou. Depois disso, nós iríamos jantar. Família e amigos reunidos e rindo. Mais uma fase havia passado. Chegou a hora do baile e você estava realmente linda no seu vestido preto. Os acadêmicos seriam chamados um por um para o centro do salão e comemorariam juntos o final da Faculdade. A música do ambiente muda, e todos sabiam que era hora da valsa. Na segunda valsa, eu tiro você pra dançar. Você dança bem. Eu? Já não posso dizer o mesmo. Talvez houvesse um beijo nesse momento, ou talvez não. Pensando bem… Acho que haveria um beijo sim. Eu te pediria em casamento, e você acharia que eu estou louco. Eu pediria de novo e você veria que eu falava sério. Talvez você aceitasse. Ou talvez, você voltasse só ano que vem.
De qualquer jeito, eu juro que vi uma borboleta, batendo as asas ali perto.