Carta Aberta

9 11 2009

Esta é uma carta ao tempo e a distância.

Como podem duas grandezas tão infinitas, trabalhar em conjunto com tamanha maestria?

O tempo voa e isso ninguém discute. Mas… Você aproveita o que tem agora?  Se você se lembra de anos atrás e diz “Aah… Bons Tempos” Lembre-se. Em 5 Anos… Os Dias de hoje, serão os bons tempos. Dizem quem para amores impossíveis, dá-se tempo. O Tempo não vai mudar nada se você continuar aí parado. Dizem que o amanhã traz todas as respostas… Ele podia chegar mais rápido. Vivemos reclamando que não temos tempo para nada, mas na verdade, é o tempo que nos ocupa o tempo todo. Podemos matar o tempo o quanto quisermos… No final, é ele que nos enterra. Reveja suas prioridades… O tempo não vai parar.

A Distância te faz esquecer nomes, gestos, corpos… Mas nunca um olhar. Dois corpos que moram a quilômetros de distância, nunca se cruzam. Duas linhas paralelas, entretanto, se encontram no infinito. A Distância vai, irremediavelmente, te tirar as pessoas mais queridas e, ironicamente, as mais próximas. Ou talvez só quando aquele alguém for embora, você perceba como sente falta dele. Existem distâncias insuperáveis… Como quando perdemos um ente querido. Existem distâncias passageiras… Como quando um grande amigo vai viajar. Existem distâncias que doem… Ficar longe da família e da namorada.

Quando o tempo se junta a distância, o ser humano é acometido por uma das piores sensações que existem… A Saudade. Alguns dizem que saudade é a falta de esperança que uma pessoa vai voltar. Eu prefiro ver a saudade como um Relicário. Provas que aquilo tudo valeu a pena e merece repeteco. A mais pura Reminiscência, quando nós assumimos que não somos completos sem tais memórias. Saudades doem, mas fazem parte de quem somos. Sem elas, não teríamos lembranças.

O que você faz, à medida que o tempo passa e a distância aumenta? Só devemos fazer uma coisa. Fazer valer à pena. Se a saudade é inevitável, que tenhamos saudades de coisas boas, de amigos e amores, de casos e acasos.

O Relógio vai continuar batendo, o que importa é o que fazemos no intervalo dos ponteiros.





Utopia

13 03 2009

Primeiramente… Gostaria de agradecer à todos que lêem meu blog, pois a marca de 1000 Visualizações foi ultrapassada! Peço que comentem também (logo no fim do texto, clicando em comentários ou clicando no título do post) para que eu tenha um feedback melhor sobre as opiniões sobre o blog e os textos, também estou aberto à perguntas em qualquer um de meus e-mails. Obrigado.

 

Irônico. Um escrito, que perdeu suas palavras. Esse sou eu, ironicamente, tentando me explicar em algo que é mais um desabafo do que um texto, mas juro que farei o melhor.

“Dizem que quanto maiores nossos sonhos, maiores são as quedas. Mas esqueceram de perguntar se eu tenho medo de cair.” Pois é. Hoje eu escalei até o topo da montanha mais alta, e passei o dia inteiro aproveitando o fato, mesmo que internamente, até que chegou a noite. Eu cai. Simples assim, cai do topo da montanha. A queda foi forte, enorme. O lado bom? A montanha é escalável, leve o tempo que levar. O lado ruim? Bom… as emoções não são exatamente agradáveis.

 ”Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda força de sua alma… Todo o universo conspira a seu favor” Grande Sonho? Você é meu sonho! Mas muitos dizem que para mim você é uma Quimera, algo irrealizável, absurdo. Eu? Prefiro te chamar de Utopia. Sonho de realização num futuro imprevisível, ideal. Fantasia. A minha maior fantasia, é fazer de você minha realidade!

“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” Nos últimos dias, eu ouvi muitas coisas. Em maior parte coisas ruins, até mesmo de pessoas que imaginei que jamais profeririam tais palavras duras. Muito poucas coisas boas em contraparte. Mas tudo bem, mesmo que o mundo estivesse contra mim, não seria o bastante porque  a vontade de ter você do meu lado é maior e supera qualquer coisa. A vontade de ter você do meu lado supera a própria razão, talvez por isso alguns estejam me chamando de louco. Pois é, eles não podem ouvir a música. E as vezes eu me questiono se eu estou mesmo ouvindo. Essa música tocou nos meus ouvidos a tempos, a melodia é como os olhos dela. Eu olho pra ela e não vejo o mundo, aliás, vejo sim. O meu mundo é ela, meu mundo é dela. A todos que criticaram e encorajaram, ou apenas mencionaram poucas palavras sobre o assunto. Obrigado, indiferentemente do que foi proferido. Eu ouvi a todos e a todos eu agradeço, mas a música toca pra mim sem parar, e eu vou até o fim com isso.

Dizem que nossas vidas, minha e dela, são paralelas. Mas não se esqueçam…

Duas Linhas Paralelas Se Encontram No Infinito.

 

Humberto L. P. Cardoso Filho








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